quarta-feira, 1 de setembro de 2010
"Tá... e quem criou Deus?"
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Não se fazem mais ateus como antigamente...
domingo, 18 de abril de 2010
A opção do acaso exige vários universos - 2
O que dizer da opção do acaso?

1- O ajuste fino do universo se deve à necessidade física, ao acaso ou ao desígnio.
2- Ele não é devido à necessidade física e nem ao acaso
3- Portanto, ele se deve ao desígnio.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Novamente, o argumento teleológico
(espero não ter que desenhar...)
domingo, 11 de abril de 2010
O Demente e o universo fisicamente necessário
2- Eles não são devido nem ao acaso e nem ao desígnio.
3- Portanto, a vida, o universo e tudo o mais - inclusive o Projetista, se ele existir - existem devido à necessidade física.
“Mesmo que as leis físicas fossem singulares, não seria possível concluir que o universo físico em si fosse singular... As leis da física devem ser acrescidas das condições cósmicas iniciais... Não existe nada nas idéias atuais sobre ‘leis de condições iniciais’ que remotamente sugira sua coerência com as leis da física implicando em singularidade. Longe disso...Parece, portanto, que o universo físico não precisa ser do jeito que é: ele poderia ter sido diferente.”[2]
sábado, 20 de março de 2010
A auto-ilusão ateísta
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Discuta as grandes questões da vida

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
“Ninguém nunca matou em nome do ateísmo"

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Ausência de evidencia não é evidência de ausência
A frase: “ausência de evidencia não é evidência de ausência” é correta em alguns casos, mas não pode ser generalizada. Na física teórica existem entidades postuladas para as quais ainda não existem evidência, mas ninguém afirma dogmaticamente que elas não existam. A frase se aplica a essa situação, pois com certeza há boas razões lógicas para se acreditar em tais entidades.
Analise a seguinte ilustração:
Existem casos em que a ausência de evidência é evidência de ausência. Se alguém afirmar que existe um hipopótamo na garagem do meu prédio, e eu descer até lá e não observar um hipopótamo entre os carros, teria uma boa e justificada razão para pensar que não existe hipopótamo algum ali.
Porém, se a afirmação for que existe um mosquito da dengue na garagem do prédio, então a minha falha em detectar tal mosquito não seria uma boa razão para pensar que de fato não há mosquito algum ali.
Obviamente, você percebeu a diferença entre os dois casos: no primeiro, espera-se ver imediatamente alguma coisa; no segundo, não. O segundo caso dá muito mais trabalho para se confirmar, pois teríamos que explorar meticulosamente a garagem em busca de evidências do mosquito.
Então, a ausência de evidência não é definitivamente evidência de ausência no caso do mosquito, mas é evidência de ausência no caso do hipopótamo. Claro que essa é uma ilustração limitada, não se aplica de modo tão simplório ao caso da existência de Deus, mas serve pra perceber que a frase não pode ser generalizada.
A discussão gira em torno da quantidade de indícios que temos e a quantidade de indícios que esperávamos ter se a tal “coisa” existisse. No caso de Deus, o teísta acha que temos indícios suficientes para crer. O ateu acha que não, e esperava mais e melhores indícios se um ser como Deus realmente existisse.
Temos aqui, no máximo, um ponto a favor da agnosticismo, não do ateísmo (apesar do swing ideológico e da infidelidade partidária que anda rolando entre ateus e agnósticos ultimamente).
Alguns ateus reclamam das evidências que temos, e exigem coisas do tipo:
-“Por que Deus não escreve ‘Eu existo’, em letra de fogo nos céus?”
-“Não seria mais fácil se Deus tivesse escrito ‘Feito por Deus’ em cada átomo?”
-“Deus não teria impedido a descrença se aparecesse todo dia à meia noite com luzes e show pirotécnico no espaço?”
No entanto, e em primeiro lugar, quem disse que Deus quer que as pessoas creiam na sua existência? Pode ser que Deus exista, mas não tenha como prioridade a crença ou descrença humana em sua existência, e por isso tenha dado apenas evidências suficientes para o que se propôs: um relacionamento espiritual.
Na verdade, a Bíblia não apresenta Deus se esforçando para convencer os homens de que Ele existe. Ela mostra Deus tentando estabelecer um relacionamento com o homem, baseado no amor (Rm 8:16 e 17). Claro que esse relacionamento só é possível se a pessoa crê que Deus existe, mas os demônios crêem que Deus existe, e isso não é virtude alguma (Tg 2:19).
Não temos motivos para acreditar que se Deus atendesse às exigências dos ateus, muito mais pessoas teriam um relacionamento de amor com Ele (Lc 16:30 e 31). Na Bíblia, grandes milagres e manifestações de Deus foram seguidas de grande apostasia e rejeição.
Se Deus atendesse hoje à reclamação ateísta, não há garantias de que isso mudaria a situação ao ponto de mais pessoas se salvarem. Por isso, o ateu não pode mais continuar usando frases como: “se um ser como Deus existisse, ele teria tornado sua presença mais evidente”.
Temos evidências lógicas suficientes para crermos em Deus e mantermos um relacionamento com Ele. A maior delas é histórica: a vida e ensino de Jesus Cristo. Sugiro começar por aí.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Mau igual o pica-pau? Quem disse?
por Isaac MalheirosEis o personagem mais anti-ético e sem-moral da TV: o Pica-Pau. Mas se Deus não existe, essa é apenas a minha opinião injustificável, e ele pode ser um exemplo do cidadão ideal na sua opinião injustificável. Quando se discute sobre a existência de Deus, ou sobre a teoria da evolução , é bem comum surgir o tema da moral.
Esse é o argumento axiológico [1] teísta: “Qual é a fundamentação dos princípios morais e éticos? Se eles não são derivados de Deus nem estão firmados em algum fundamento transcendente, então eles são efêmeros.”
Em palavras mais simples: “Podemos ser bons sem Deus?”
Aqui reside o problema: cristãos e ateus se enrolam por não prestarem atenção na questão. Por isso, vamos fazer uma lista do que NÃO é o argumento axiológico em várias formas:
1) Não é: “podemos ser bons SEM ACREDITAR em Deus?” A pergunta original não é essa. Mas os ateus sempre respondem a essa pergunta que não foi feita. Obviamente, um ateu pode levar uma vida boa e decente. Mas repare que há uma enorme diferença entre a possibilidade de ser bom “sem Deus” e “sem acreditar em Deus”.
O ponto central é: se os valores morais são objetivos eles têm uma base transcendente. Se não, trata-se apenas de opinião, e discussões morais têm tanto sentido quanto se discutir se sorvete de creme é mais gostoso que o de chocolate. Assim, Madre Teresa e Michael Myers fizeram coisas que estão no mesmo nível, e o ursinho Pooh e o Pica-Pau estão igualmente "certos" em todas as suas atitudes.
Se Deus não existe, então qualquer base para se considerar a moralidade do bando entre os Homo sapiens objetivamente verdadeira foi removida. Os seres humanos são simplesmente subprodutos acidentais da natureza que evoluíram num tempo relativamente recente de uma partícula infinitesimal de poeira perdida em algum lugar de algum universo hostil e abandonado e que estão destinados a morrer individual e coletivamente em um período relativamente pequeno.
Para encerrar, as palavras do filósofo da ciência, Michael Ruse:
Considerada um conjunto de afirmações racionalmente justificáveis sobre algo objetivo, a ética é ilusória. Acho interessante notar que, quando alguém diz “Ame o seu próximo como a si mesmo”, as pessoas fazem uma referência a algo que está acima e além de si mesmas [...] Todavia, tal referência não possui qualquer fundamento. A moralidade é simplesmente uma ajuda à sobrevivência e à reprodução, e qualquer significado mais profundo é ilusório”.[3]
Aí está um evolucionista sincero.
______________________________________
[1] Axiologia é o ramo da filosofia que estuda os valores, por vezes se confunde com ética.
[2] Baseado no capítulo “A existência de Deus (2)” da obra de J. P. Moreland e William Lane Craig, Filosofia e cosmovisão cristã, São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 587 a 609.
[3] Evolutionary theory and Christian ethics. The Darwinian paradigm. London: Routledge, 1989, p. 262, 268-269.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Ande a segunda milha: reduza ao absurdo
por Isaac Malheiros As idéias têm conseqüências. Numa discussão é sempre bom mostrar as conseqüências das idéias erradas do seu “adversário”. Em argumentação e lógica, existe um modo muito eficaz (e divertido) de fazer isso e refutar as idéias de um oponente: a redução ao absurdo.
Basicamente, “redução ao absurdo” significa mostrar ao oponente que se ele estiver certo em alguma premissa, o resultado do desenvolvimento da sua idéia é algo absurdo, contraditório, impossível, ilógico. Podemos, assim, concluir que a premissa não é verdadeira.
Funciona assim:
1) “Ok, Sr. Relativista: não existe verdade absoluta.
2) “Suponhamos que todas as verdades sejam de fato relativas à cultura e às experiências do indivíduo ou do grupo, etc”.
3) "Isso inclui a afirmação ‘não existe verdade absoluta’ e a própria declaração 2)"
Conclusão: "a sua própria teoria sobre a verdade é apenas reflexo cultural ou fruto de sua experiência, e ninguém precisa concordar com você, pois trata-se apenas de opinião, verdade subjetiva culturalmente restrita."
Você começa usando premissas com as quais o seu oponente concorda. Então você acrescenta a premissa chave: aquela que o oponente acredita ser verdadeira, mas você acha que é falsa. Então você demonstra que o resultado de usar aquela premissa é uma contradição.
Parafraseando Jesus: "Se alguém quer te convencer do relativismo moral, ande com ele até a pedofilia, o genocídio, a bestialidade, o caos generalizado que será a consequência de suas idéias."
Ou ainda: "se alguém caminha com você até o ateísmo, não pare por aí: vá com ele até às desastrosas consequências lógicas, metafísicas, morais, epistemológicas, etc de suas idéias ateístas."
Diante de uma redução ao absurdo, o seu oponente pode apenas desistir de usar aquelas premissas, mas não precisa mudar de crença. Desse modo, se você reduz a argumentação de um ateu ao absurdo, ele poderá continuar ateu, mas nunca mais irá usar aquele argumento de novo com você por perto.
Redução ao absurdo é andar a segunda milha intelectual. É levar o seu amigo cético a ir além do superficial “Deus não existe”, e ver as consequências lógicas disso.
Ande a segunda milha. É útil, e divertido.
Nos comentários desse post há um exemplo de “redução ao absurdo” feito por esse autor, um pouco desorganizado, mas divertido.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Não aguento mais pseudo-céticos
Cético-de botequim: “Por que?”
Cristão: “Bem, podemos constatar isso todos os dias em nossa realidade.”
Cético-de-botequim: “Por que?”
Cristão: “...” (sensação de tempo perdido...)
O ceticismo é uma forma de pensamento (?) que tem adquirido certo status de “padrão do homem racional”. Existem muitas formas de ceticismo, mas uma bem comum nos corredores das universidades e nas conversas informais é esse ceticismo infantil, que duvida por duvidar.
Esse tipo de cético não argumenta em defesa de sua visão, mas apenas responde as nossas afirmativas com perguntas do tipo “tem certeza?”, “como você sabe?”; ou criando cenários absurdos do tipo “e se nós estivermos num sonho? ou na Matrix?” e ainda: “e se Deus for o diabo?”
Quando a questão é respondida, esse cético apenas repete a questão infinitamente ou acrescenta outras perguntas do mesmo nível. Essa forma de ceticismo tem nome: bobagem.
O cidadão leu em algum lugar que devemos questionar as afirmações dos outros e achou isso chique. Assim, ele se sente um intelectual sofisticado ao fazer essas perguntas que nunca levam a lugar algum. Ele não quer desenvolver argumentos seriamente, e fica apenas tomando nosso tempo nesse jogo verbal.
Se você detectar esse tipo de “intelectual”, denuncie-o claramente, mude de assunto e poupe o seu tempo e seus argumentos para situações mais sérias.
