Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Para saber o que é fé use a Bíblia, não o dicionário

É comum ouvirmos declarações de fé cega por parte de cristãos, e acusações de fé irracional por parte de céticos. Ambos usam definições estranhas de "fé". A fé cristã não é o que dizem os dicionários e enciclopédias, ela é o que a Bíblia diz que ela é. O texto a seguir é um apanhado de idéias trazidas numa lição da Escola bíblica de 2009 que tratou do tema.

A fé não deve ser confundida com convicção racional. Em sentido bíblico, a fé não se baseia principalmente na razão (embora não seja irrazoável nem irracional!); nem se baseia nas emoções (embora as emoções tenham seu papel). A fé é uma certeza profundamente enraizada que afeta todo o ser. É um princípio que governa a vida. É o meio pelo qual alcançamos as promessas de um Deus que não podemos ver mas que sabemos existe e nos apoderamos delas.

Hebreus 11:1 fala da “certeza” de nossa fé. William G. Johnsson, estudioso do livro de Hebreus, sugere que a melhor tradução seria: “A fé é o título de posse do que esperamos, a certeza do que não vemos” (The Abundant Life Bible Amplifier: Hebrews), p. 204.

A fé é o princípio que orienta a vida do cristão. Orienta-nos como viver e como nos relacionar com Deus e com os outros. Por mais importante que seja a concordância intelectual com as doutrinas, a fé é muito mais que isto.

“‘Sem fé é impossível agradar a Deus’... Note que Hebreus não ensina que sem a fé é difícil agradar a Deus, ou que sem fé vai demorar muito para satisfazê-Lo. Ao contrário, indica que é impossível. Em resumo, a fé não tem substituto. Foi pela fé que os heróis de Deus viveram no passado, e é pela fé que Seu povo deve viver hoje” (George R. Knight, Exploring Hebrews: A Devotional Commentary, p. 198).

Você não precisa de fé para crer no que pode provar; você precisa de fé para crer no que não pode provar. É importante perceber que, apesar de toda evidência que temos para nossas crenças, sempre haverá coisas que não entendemos.

Jesus Cristo é o grande fundamento e fonte de nossa fé. Mas, embora o dom da fé seja um mistério, foram-nos dadas algumas ideias de como a fé é despertada e fortalecida. Nos tempos bíblicos, alguns homens e mulheres tiveram uma experiência súbita que deu início à jornada da fé. Talvez o exemplo mais evidente seja Paulo. Outros falam de um despertar muito mais gradual da guia de Deus em sua vida, que deu foco e direção à peregrinação de sua fé. Sem dúvida, a experiência é um componente essencial e poderoso da vida espiritual. Mas a fé também deve ter conteúdo, e a revelação fornecida nas Escrituras tem um papel importante em nos estabelecer na fé.

Fé é experiência. Está relacionada com a certeza e com a confiança. As Escrituras têm um papel importante para despertar, fortalecer e alimentar a fé. Mas a fé não é uma simples convicção; é um princípio que nos guia na vida diante de Deus e dos outros.

Que diferença isso pode fazer em sua vida? Experimente e veja por você mesmo.

Resumido pelo tão criticado (e ex-metrossexual) André Valadão: "Pela fé"

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ande a segunda milha: reduza ao absurdo

por Isaac Malheiros
“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas” (Mt 5.41).

As idéias têm conseqüências. Numa discussão é sempre bom mostrar as conseqüências das idéias erradas do seu “adversário”. Em argumentação e lógica, existe um modo muito eficaz (e divertido) de fazer isso e refutar as idéias de um oponente: a redução ao absurdo.

Basicamente, “redução ao absurdo” significa mostrar ao oponente que se ele estiver certo em alguma premissa, o resultado do desenvolvimento da sua idéia é algo absurdo, contraditório, impossível, ilógico. Podemos, assim, concluir que a premissa não é verdadeira.

Funciona assim:
1) “Ok, Sr. Relativista: não existe verdade absoluta.
2) “Suponhamos que todas as verdades sejam de fato relativas à cultura e às experiências do indivíduo ou do grupo, etc”.
3) "Isso inclui a afirmação ‘não existe verdade absoluta’ e a própria declaração 2)"
Conclusão: "a sua própria teoria sobre a verdade é apenas reflexo cultural ou fruto de sua experiência, e ninguém precisa concordar com você, pois trata-se apenas de opinião, verdade subjetiva culturalmente restrita."

Você começa usando premissas com as quais o seu oponente concorda. Então você acrescenta a premissa chave: aquela que o oponente acredita ser verdadeira, mas você acha que é falsa. Então você demonstra que o resultado de usar aquela premissa é uma contradição.

Parafraseando Jesus: "Se alguém quer te convencer do relativismo moral, ande com ele até a pedofilia, o genocídio, a bestialidade, o caos generalizado que será a consequência de suas idéias."

Ou ainda: "se alguém caminha com você até o ateísmo, não pare por aí: vá com ele até às desastrosas consequências lógicas, metafísicas, morais, epistemológicas, etc de suas idéias ateístas."
Isso é muito útil especialmente quando algum gênio quer provar que não existem leis da lógica, usando as leis da lógica. Ou quando querem mostrar que é verdade que não existem verdades. Ou quando querem dizer em português: "eu não sei falar nenhuma palavra em português" ou qualquer outra contradição absurda e engraçada (mas incrivelmente levada a sério nos meios acadêmicos...).

Diante de uma redução ao absurdo, o seu oponente pode apenas desistir de usar aquelas premissas, mas não precisa mudar de crença. Desse modo, se você reduz a argumentação de um ateu ao absurdo, ele poderá continuar ateu, mas nunca mais irá usar aquele argumento de novo com você por perto.

Redução ao absurdo é andar a segunda milha intelectual. É levar o seu amigo cético a ir além do superficial “Deus não existe”, e ver as consequências lógicas disso.
Ande a segunda milha. É útil, e divertido.

Nos comentários desse post há um exemplo de “redução ao absurdo” feito por esse autor, um pouco desorganizado, mas divertido.