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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Os 10 mandamentos e o criacionismo


Alguns cristãos tem fobia do Quarto Mandamento.
Dizem amar os Dez Mandamentos, mas temem o Quarto.
Acham que é "legalismo", "salvação pelas obras", "coisa de adventista judaizante" e outras desculpas.

Não se discute a validade do Quarto Mandamento.
O que se discute é "que dia devemos observar em obediência ao Quarto Mandamento?"
Sobre a validade do Quarto Mandamento, sugiro uma série de textos com a visão reformada (calvinista) do site Monergismo. Repare que os autores, que não são adventistas, confirmam o dever cristão de observar o descanso do shabath.

Mas o ponto central pra mim é: toda essa onda de retorno à ortodoxia, de luta contra o liberalismo teológico não pode passar por alto o criacionismo. Acreditar na Criação, no Gênesis, na historicidade de Adão e Eva e na veracidade do relato da Queda não são meros detalhes.

O não acreditar nisso pode ter sérias implicações.

E o que isso tem a ver com o Quarto Mandamento?

Tudo. É o maior mandamento, e o único que apresenta o Senhor como Criador.
É justamente esse aspecto de Deus (Criador) que há séculos vem sendo pisado e tripudiado por cristãos que se renderam ao canto da sereia mitológica de Darwin.

E aí?

Vai fazer parte da resistência ou continuar descendo com a correnteza?

sábado, 31 de julho de 2010

O crente que quer ser legal e parecer intelectual (a qualquer preço)


Não tenho muita paciência com crente liberal, fã de alta crítica, e que trata a Bíblia com a mesma reverência que trata Shakespeare ou o gibi da Mônica.

Tenho mais apreço e respeito por ateus irredutíveis e até por anti-cristãos declarados do que por essa espécie patética e fantasmagórica de "cristão".
Não há problema em se tentar entender as narrativas bíblicas por meio de explicações alternativas. Mas há um limite: existem fatos bíblicos que são inegociáveis, para os quais a Bíblia não deixa muita margem para discussão.

A Palavra de Deus não pode ser dissecada, amputada ou adaptada por conta da interpretação naturalista dos fatos - por mais plausíveis ou intelectualmente estimulantes que pareçam.
Para um cristão de verdade, a Bíblia é quem modela a sua compreensão da arqueologia e da ciência.

Por isso continuo criacionista, tendo que ouvir zombaria de ateus e de cristãos que querem ser cool. Não me importa: pra mim os 2 grupos se equivalem. Com uma única diferença: o ateu é coerente, fala que não crê e vive de acordo com isso. O crente "legal universitário" fala que crê, mas vive como se Deus não existisse.

Para quem crê em Gênesis 1:1 ("No princípio criou Deus..."), acreditar no resto é fichinha.

Aí está a raiz do problema: cristãos não crêem mais em Gênesis 1.
Nem em Gênesis 2.
Nem no Dilúvio.
Nem em... (acrescente aqui qualquer narrativa bíblica já plenamente "explicada" pelos gênios do Jesus Seminar).

E seguem o caminho descendente da alta crítica de mãos dadas com o ateísmo...

Como disse Billy Graham:
"Não encontro dificuldade em acreditar que Jonas foi engolido por um peixe. Eu acreditaria no relato ainda que a Bíblia dissesse que foi Jonas que engoliu o peixe!"
Não sou fundamentalista. O fato é que o cristianismo é minha cosmovisão, um sistema perfeito de crenças deduzidas a partir da Bíblia. Se eu tiver que fechar a Bíblia, então que o teólogo liberal feche o racionalismo, e que o ateu feche o materialismo e o naturalismo.

Aí sim, seremos todos (in)felizes igualmente no mundo da irracionalidade e do absurdo.
A regra do "abra mão disso" deve servir para todos.

Como isso nunca acontecerá, permitam-me viver solidamente minha cosmovisão lógica e racional enquanto se afogam no mar de relativismo.

Muito obrigada.

Resumido por "Toque no Altar":

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Criação, por Wintley Phipps

Texto poético sobre a Criação, interpretado pelo pastor e músico adventista Wintley Phipps.
Amazing!



Veja também Wintley Phipps em "Cristianismo e Escravidão"

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ausência de evidencia não é evidência de ausência

A frase: “ausência de evidencia não é evidência de ausência” é correta em alguns casos, mas não pode ser generalizada. Na física teórica existem entidades postuladas para as quais ainda não existem evidência, mas ninguém afirma dogmaticamente que elas não existam. A frase se aplica a essa situação, pois com certeza há boas razões lógicas para se acreditar em tais entidades.

Analise a seguinte ilustração:

Existem casos em que a ausência de evidência é evidência de ausência. Se alguém afirmar que existe um hipopótamo na garagem do meu prédio, e eu descer até lá e não observar um hipopótamo entre os carros, teria uma boa e justificada razão para pensar que não existe hipopótamo algum ali.

Porém, se a afirmação for que existe um mosquito da dengue na garagem do prédio, então a minha falha em detectar tal mosquito não seria uma boa razão para pensar que de fato não há mosquito algum ali.

Obviamente, você percebeu a diferença entre os dois casos: no primeiro, espera-se ver imediatamente alguma coisa; no segundo, não. O segundo caso dá muito mais trabalho para se confirmar, pois teríamos que explorar meticulosamente a garagem em busca de evidências do mosquito.

Então, a ausência de evidência não é definitivamente evidência de ausência no caso do mosquito, mas é evidência de ausência no caso do hipopótamo. Claro que essa é uma ilustração limitada, não se aplica de modo tão simplório ao caso da existência de Deus, mas serve pra perceber que a frase não pode ser generalizada.

A discussão gira em torno da quantidade de indícios que temos e a quantidade de indícios que esperávamos ter se a tal “coisa” existisse. No caso de Deus, o teísta acha que temos indícios suficientes para crer. O ateu acha que não, e esperava mais e melhores indícios se um ser como Deus realmente existisse.

Temos aqui, no máximo, um ponto a favor da agnosticismo, não do ateísmo (apesar do swing ideológico e da infidelidade partidária que anda rolando entre ateus e agnósticos ultimamente).

Alguns ateus reclamam das evidências que temos, e exigem coisas do tipo:

-“Por que Deus não escreve ‘Eu existo’, em letra de fogo nos céus?”

-“Não seria mais fácil se Deus tivesse escrito ‘Feito por Deus’ em cada átomo?”

-“Deus não teria impedido a descrença se aparecesse todo dia à meia noite com luzes e show pirotécnico no espaço?”

No entanto, e em primeiro lugar, quem disse que Deus quer que as pessoas creiam na sua existência? Pode ser que Deus exista, mas não tenha como prioridade a crença ou descrença humana em sua existência, e por isso tenha dado apenas evidências suficientes para o que se propôs: um relacionamento espiritual.

Na verdade, a Bíblia não apresenta Deus se esforçando para convencer os homens de que Ele existe. Ela mostra Deus tentando estabelecer um relacionamento com o homem, baseado no amor (Rm 8:16 e 17). Claro que esse relacionamento só é possível se a pessoa crê que Deus existe, mas os demônios crêem que Deus existe, e isso não é virtude alguma (Tg 2:19).

Não temos motivos para acreditar que se Deus atendesse às exigências dos ateus, muito mais pessoas teriam um relacionamento de amor com Ele (Lc 16:30 e 31). Na Bíblia, grandes milagres e manifestações de Deus foram seguidas de grande apostasia e rejeição.

Se Deus atendesse hoje à reclamação ateísta, não há garantias de que isso mudaria a situação ao ponto de mais pessoas se salvarem. Por isso, o ateu não pode mais continuar usando frases como: “se um ser como Deus existisse, ele teria tornado sua presença mais evidente”.

Temos evidências lógicas suficientes para crermos em Deus e mantermos um relacionamento com Ele. A maior delas é histórica: a vida e ensino de Jesus Cristo. Sugiro começar por aí.