
No meio do debate entre teístas e ateístas, entre criacionistas e evolucionistas, percebo um fenômeno: ou a discussão gira em torno do “científico” (artigos, pesquisas, autores, etc) ou em torno do “filosófico” (as premissas que proporcionam interpretações diferentes para um mesmo dado).
Ateus e evolucionistas seqüestraram a discussão cientifica: eles acham que dominam essa área, definem termos, determinam as regras do debate e julgam quais argumentos são válidos ou não usando suas próprias pressuposições como padrão. O resgate da ciência não passa apenas pela discussão científica, a grande batalha se trava no campo filosófico.
A propaganda anda tão ao gosto de Goebbels que já andam confundindo ciência com ateísmo e ciência com naturalismo filosófico, e fazem ar de “que absurdo!” quando você discorda e mostra que “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa” (como diriam os grandes filósofos-comentaristas de futebol na tv).
Tenho percebido que quando o cristão conduz sutilmente a discussão para o campo filosófico, o cético se sente desconfortável a medida em que se aproxima das questões metafísicas. Isso se deve ao fato de que o acaso e falta de propósito, o relativismo moral ilimitado e a desconcertante "certeza" de que o universo e a vida não têm nenhum significado nem propósito não dão terreno sólido a ninguém.
Eles não gostam de discutir as grandes questões metafísicas. Exatamente por isso: discuta questões filosóficas.
Mas para isso, você precisa conhecer a sua cosmovisão. Cristianismo não é a sua religião de fim de semana, é a sua visão de mundo. Não existe nenhuma área da sua vida em que o cristianismo não deva se meter. Enquanto continuarmos dividindo nossa vida em compartimentos estanques, o cristianismo sera apenas um detalhe místico e estranho da sua vida.
Nos meios academicos ouvimos frases como "O professor X é crente, mas é muito inteligente", ou "eu sou cristão, mas no laboratório eu faço ciência como um ateu". Por que insistimos em aceitar (e por vezes colocar) esses "mas" nessas frases?
Deixe de ser apenas um religioso em pedaços, e torne-se um cristão inteiro, de verdade. Viva o cristianismo em imersão total. Desse modo, você terá mais condições e mais autoridade para levar os descrentes a refletirem sobre as grandes questões da vida: as questões metafisicas.
Resumida aqui na incrível composição de Mario Jorge Lima e Lineu Soares: "Escolhi acreditar"

