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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O corpo de Cristo no Haiti

Passado o efeito emocional que o terremoto no Haiti causou nos brasileiros, lembrei-me de Jó e seus amigos, de Jeremias e suas lamentações e de Jesus agonizando no Getsêmani enquanto seus discípulos dormiam.

Alguns crentes buscaram na história “pagã” e nos pecados dos haitianos a explicação para a tragédia, assim como os amigos de Jó, classificando o terremoto de “juízo divino”.

Outros (crentes e céticos) lançaram seus questionamentos sobre Deus, duvidando de sua soberania e de seu amor. Se Ele ama e é poderoso, por que permitiu? O velho "problema do mal".

E no momento de maior angústia e necessidade de simpatia, Jesus esteve só, cercado de discípulos sonolentos que não percebiam a gravidade do momento. Por vezes, a proximidade banaliza, gera desprezo, perde-se a sensibilidade. De tanto ver sofrimento e tragédia, isso não nos afeta mais.

Jesus não está distante do Haiti. Ele está lá, sofrendo junto e ajudando. Seu corpo está lá. Sempre esteve – antes, durante e depois da tragédia. A igreja é o corpo de Cristo. Ela deve ser a manifestação de Jesus na terra. Que tipo de Cristo estamos manifestando ao mundo?

Repetindo a idéia de John Stott: como Tomé, o mundo hoje exige “se não virmos as marcas... não acreditaremos”. Rapidamente respondemos “creia sem ver, incrédulo!”
Esquecemo-nos que Jesus mostrou as marcas, seu corpo estava à disposição da análise do incrédulo Tomé.
O corpo de Cristo, a igreja, está sob análise daqueles que buscam uma resposta.

Eles estão vendo as marcas? Que marcas?

Resumido por Lecrae - "Tão distante"


ver também "Adventistas: vítimas e heróis no Haiti"

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Jesus não vai ficar me devendo nada

“No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu te indenizarei quando voltar.” (Lc 10:35)

Seguir e servir a Jesus envolve custos. Nos cansamos, sofremos, levamos prejuízos e muitas vezes abrimos mão de nossos planos para realizar os dEle. Permita-me uma aplicação rara, mas possível, dessa parábola:

Ele é o Bom Samaritano , nós somos os caras da hospedaria.
Ele encontra os pecadores caídos, humilhados e machucados, os ergue, os limpa e os traz à nossa hospedaria (igreja) e começa o processo de cura.
Então Ele os coloca sob nossa responsabilidade: “Cuide dele para mim”.

Ele nos dá o necessário para tal tarefa, mas muitas vezes temos a sensação de que estamos gastando a mais, tirando do nosso próprio bolso para cumprir a missão.
E aí começamos a contar os centavos, os quilômetros e os minutos gastos a mais.
“Cuidar dessas pessoas não deveria custar tanto...”, pensamos.
“Isso está me fazendo mal, tomando meu tempo, me cansando”, lamentamos.

Mas há uma promessa na parábola: “eu pagarei todas as despesas que você tiver... quando eu voltar”.
Ele pagará. Quando voltar.
O ajuste de contas será feito, e vou receber de volta tudo o que gastei por Ele: tempo, saúde, bens materiais... Mas que mesquinharia de minha parte!

Eu entendi o recado...
Jesus não vai ficar me devendo nada.
Ao contrário, eu devo tudo a Ele.

Resumido aqui pelo "Livres para Adorar" - Vai valer a pena. A canção original é de Rita Springer (Worth it all)