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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ninguém mais, só Jesus...

Foi um grande espetáculo: luzes, fumaça, brilho, som do céu...
Aquele “evento” causou um impacto tão inesquecível nas pessoas ali presentes que depois de muitos anos ainda se lembravam e comentavam eufóricos (2 Pe 1:18; Jo 1:14 e At 4:20).

Ao final do “espetáculo”, a Bíblia descreve que:

“E erguendo eles os olhos, não viram mais ninguém a não ser Jesus.” Mt 17:8

O texto se refere à transfiguração de Jesus, quando ele resplandeceu e encontrou-se com Elias e Moisés. Sugiro uma aplicação bem simples: ao final de cada evento na igreja, ao erguermos os olhos, não deveríamos ver mais ninguém a não ser Jesus. Nem a beleza estética, nem a técnica da performance, nem o carisma de seres humanos - Jesus, e só ele, deveria ser o centro das atenções. Só Jesus.

Imagine uma descrição assim de um culto em sua igreja:

"Então o coral cantou maravilhosamente bem, o pastor fez um lindo sermão e um poderoso apelo. Ao término do culto, após a oração final, erguendo eles os olhos, não viram mais ninguém a não ser Jesus..."

Você, diretor de coral, líder de louvor, músico, pastor ou whatever... busque isso com todas as suas forças!

Resumido pelo Avalon – In Christ Alone (saudades do Vivace Coral de Floripa…)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Músico: sirva em outros ministérios

Existe uma boa discussão a respeito de: "musica pode ser considerada um dom espiritual?"
Não pretendo dar a resposta aqui, mas sugiro que o músico se encaixa em qualquer habilidade espiritual prevista na Biblia, mas pode ser inserido especialmente nos dons de Efésios 4:11-12, especificamente como apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre.

Existem dois eventos do Antigo Testamento que sugerem essa versatilidade e flexibilidade.

Nos dias de Ezequias (II Cr.29 e 30)
Na restauração do culto ao Senhor promovida pelo rei Ezequias, os levitas (músicos e cantores) auxiliaram os sacerdotes nos sacrifícios, pois não havia sacerdotes suficientes. Os levitas assumiram a função sacerdotal, claro que dentro dos limites, isto é, fora do véu. Por isso, foram elogiados por Ezequias, pois “tinham entendimento no bom conhecimento do Senhor” (II Cr.30:22). Sacerdotes e levitas atuaram juntos, em harmonia. E, ao final, abençoaram o povo, e a sua oração “chegou até à santa habitação de Deus, aos céus”.

O músico cristão deve tirar daí uma grande lição: ele deve estar preparado para assumir cargos de liderança, ensino e pregação também. Deve apresentar-se como “obreiro que maneja bem a Palavra” (II Tim.2:15). O que temos notado é que a maioria dos músicos dedica-se apenas à música e negligencia a oração e o estudo da Bíblia. Por isso, quando se atreve a falar, ensinar, aconselhar ou pregar, é um desastre...

É impressionante a superficialidade espiritual de alguns músicos e cantores! Ora, a congregação não é insensível a isso, e quando alguém que não conhece e nem valoriza a Palavra de Deus começa a cantar, soa totalmente falso e o efeito da mensagem é anulado. Isso ocorre porque tal musico não tem prazer na Lei do Senhor, nem medita sobre ela dia e noite (Sal.1:2).

Durante a purificação do templo, os músicos e cantores (filhos de Asafe, Hemã e Jedutum) não ficaram de braços cruzados esperando os outros terminarem a obra. Os sacerdotes tomavam a imundícia (ídolos pagãos) que encontravam dentro do templo e colocavam-na no pátio, os levitas a levavam do pátio para o ribeiro de Cedrom – foi um grande esquema de mutirão (II Cr.29:12-19). Que bom seria se esse fosse o espírito de todos os obreiros do Senhor, inclusive dos músicos!

Após o período de emergência, no qual o improviso fez-se necessário, Ezequias organizou e regulamentou o trabalho no templo. Dividiu os turnos dos sacerdotes e dos levitas de acordo com a norma que fora estabelecida por Davi. O lema foi: cada um no seu ministério (II Cr.31:2). Desta experiência, aprendemos que o músico deve ter disponibilidade e preparo para atuar em outras áreas alem da musica.

Nos dias de Josias (II Cr. 34 e 35)
Josias era criança quando começou a reinar em Judá, tinha apenas oito anos de idade. Mas desde cedo demonstrou um profundo senso de religiosidade. Ele herdou das mãos de seu pai Amom um reino totalmente corrompido, idólatra e impenitente. Aos 26 anos, ele iniciou as obras de restauração do templo de Salomão. Organizou uma equipe para gerenciar a reparação do templo, e mais uma vez os levitas agiram com desprendimento e diligência.

Os músicos levitas deixaram os instrumentos e foram para as frentes de trabalho. Durante a construção, eles não ficaram tocando ou cantando enquanto os demais trabalhavam, mas auxiliando “em qualquer sorte de trabalho” (II Cr.34:12 e 13). Qual lição poderíamos extrair dessa experiência? A mesma que aprendemos com os levitas dos dias de Ezequias: o preparo e a disposição para servir em áreas diferentes na obra do Senhor.

Mas a organização voltou após a construção (II Cr.35). Os ministérios foram restabelecidos e cada um tomou a sua posição na casa de Deus.

“Não necessitavam de se desviar do seu serviço, pois seus irmãos, os levitas, preparavam o necessário para eles.” (v.15)

Na obra de Deus, se cada um assumir a sua posição dentro do seu ministério, ninguém precisará de desviar-se do seu serviço para cobrir a falta do outro. Se cada um “ficar na sua” fielmente, ninguém será sobrecarregado. Devemos reconhecer que a música só adquire importância quando as necessidades básicas da comunidade são satisfeitas, por isso o músico cristão deve dar prioridade à edificação basilar da igreja. E se para isso ele tiver que guardar seu instrumento ou calar momentaneamente o seu canto, que o faça sem protestos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Não sabemos o que é igreja


“Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.

Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo.

A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical. A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome.

A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Miguel Cerulário, não é de Martinho Lutero, não é de Simão Kimbangu, não é de Sun Myung Moon, não é de João Paulo II.

Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).

Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo. Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório, o mais inexpugnável e o mais misterioso de todos os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente. Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).

A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça ( Cl 1.18 ) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.

A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas. A Igreja é uma só (Ef 4.4). A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter. Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19). A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu”.

Artigo da Revista Ultimato, que encontrei no Solomon.