quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço"




“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
(Romanos 7 :14 a 19)

Como Paulo conseguiu expressar tão claramente o sentimento que temos quando erramos... Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Quando causamos aquela decepção amarga, aquela que mesmo que ninguém saiba, mesmo que ninguém tenha descoberto nosso erro, não nos deixa em paz.

Eu não agüento mais fazer promessas pra mim mesma. Me desespera quando mentalmente começo a elaborar mais uma, do tipo:


Da próxima vez que fulana vier com fofoca, vou mandar ela orar.
Da próxima vez que o meu marido me chatear, vou ficar calada e conversarei com ele em outro momento.
Ah! Se hoje o buffet de doces for free, vou comer só uma fatiazinha de pudim. (que coisa!)
Prometo que hoje deixo a TV e vou ler alguma coisa útil.
Vou ser mais amável com minha mãe, mesmo que ela tente me contar a mesma história pela oitava vez.

Porque será que é tão mais fácil (pelo menos, no momento) falar rispidamente, ser cínica, mentir, ignorar...
Porque será que não conseguimos agir com os outros da forma como gostaríamos de ser tratados?
E sabe o que é pior?
Exigimos do outro.
Exigimos amor. Exigimos atenção, fidelidade, cordialidade...
E o que temos para oferecer em troca?


Pior ainda...
Exigimos de Deus... Amor, fidelidade...

Acho que a dor que nos atormenta quando caímos é justamente por Deus não nos negar nada disso.
Apesar de muitas vezes cedermos ao mal que habita em nós, Ele nos ama, é fiel e perdoa.
Porque “onde abunda o pecado, superabunda a graça” (Rom 5)

Hoje é um dia em que parei para lutar contra minhas vontades. E mais uma vez... Perdi!
Esqueci de me revestir da armadura de Deus. Fui sem o escudo e sem a espada.

É como uma frase dessas de banheiro de rodoviária que sempre me vem à mente: “O homem que domina aos outros é forte aquele que domina a si mesmo é poderoso.”
Provérbios 25:28, compara o domínio próprio de uma pessoa com um muro de proteção.

Não se compra Domínio Próprio na farmácia (embora ele seja remédio para grandes males) e nem no supermercado. O Domínio Próprio é um dom do Espírito Santo.
Precisamos ser como João, que de Filho do Trovão, tornou-se o discípulo do amor.
E Ele só conseguiu isso no momento em que quis ter intimidade com Deus.
É uma urgência nos voltamos na direção do Espírito Santo. Só assim seremos capazes de resistir aquelas coisas que nos fazem vítimas das próprias fraquezas.

3 comentários:

  1. Muito bom texto Vanessa!!
    Soubeste expressar claramente o sentimento de quando a gente "apronta" uma e depois se arrepende...

    Fica na paz do Senhor

    ResponderExcluir
  2. Meu Deus como esse texto falou comigo, vivo tropeçando nos mesmos erros, e luto com "armas carnais", mas preciso me submeter a palavra e a oração, sei que quando isso acontecer serei muito mais feliz, agradeço pelo texto, muito verdadeiro... Deus abençoe!

    ResponderExcluir