Jose Saramago deu entrevista sobre seu novo livro "Caim", referencia ao personagem bíblico coonhecido por assassinar o próprio irmão, Abel.
Nesse livro, Saramago aponta Deus “como o autor intelectual do crime, ao desprezar o sacrifício que Caim Lhe havia oferecido”.
“Não se pode confiar em Deus. Que diabo de Deus é esse que, para enaltecer Abel, despreza Caim?” – pergunta o autor.
Destaco aqui algumas frases dele:
"O absurdo é que o ser humano primeiro inventou Deus e depois se escravizou a ele, isso é o que eu questiono nesta obra".
“Deus, o demônio, o bem, o mal, tudo isso está em nossa cabeça, não no céu ou no inferno, que também inventamos.
Sobre as futuras criticas ao seu livro, afirma: “Alguns talvez o façam mas o espetáculo será menos interessante. O Deus dos cristãos não é esse Jeová. E mais, os católicos não leem o Antigo Testamento. Se os judeus reagirem não me surpreenderei. Já estou habituado.”
Causador de polemicas, como afirmar que os judeus “não merecem a simpatia pelo sofrimento que passaram no Holocausto”, Saramago ainda critica o livro sagrado judaico:
“Mas é difícil para mim compreender como o povo judeu fez do Antigo Testamento seu livro sagrado. Isso é uma enxurrada de absurdos que um homem só seria incapaz de inventar. Foram necessárias gerações e gerações para produzir esse texto”.
É curioso o padrão de funcionamento da mente neo-ateísta: eles descrevem um ser asqueroso, manipulador e pestilento, dão-lhe o nome de “deus” e saem gritando “EU NÃO ACREDITO EM DEUS!!!!”
Levando-se em conta esse "deus de palha" pintado por Saramago, Dawkins e outros, posso dizer: também não creio nesse deus. Nenhum cristão com conhecimento bíblico crê nesse deus!
Para mim, o grande absurdo dessa historia é que Deus ama Saramago...
Fonte da entrevista: Estadão
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